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Técnica desenvolvida nos EUA faz câncer regredir em 90% dos casos

18/02/2016 13:02

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Tratamento foi feito com pacientes com leucemia. Estudo foi visto com cautela por pesquisadores britânicos.

Cientistas de um centro de pesquisas em Seattle, nos Estados Unidos, apresentaram resultados de um novo tratamento pra pacientes com leucemia. O estudo foi visto com cautela por pesquisadores britânicos.

Quem não tinha mais chance viu o câncer ir embora. O tumor regrediu em 90% dos casos. Participaram da pesquisa pessoas com câncer no sangue – a maioria com leucemia linfoblástica aguda. Cirurgia, quimio e radioterapia; nada tinha dado certo. Segundo os médicos, restariam, no máximo, mais cinco meses de vida.

A técnica desenvolvida por americanos foi a última alternativa. Nosso sistema imunológico não reconhece tumores como ameaça. Talvez porque as células cancerosas façam parte do corpo. Ou porque conseguiriam driblar a nossa defesa natural.

O que os cientistas fizeram foi retirar glóbulos brancos dos pacientes. Eles reprogramaram as células pra atacar os tumores. Reimplantados no corpo, os glóbulos brancos agiram como bombas: destruíram o câncer.

O chefe da pesquisa explica que ainda é preciso avançar, mas fala em “resultados sem precedentes”.

O estudo não foi publicado em revista científica nem revisado. E os riscos assustam. Dois dos 35 pacientes sofreram reações violentas e morreram. Outros sete tiveram efeitos colaterais gravíssimos antes da regressão do tumor.

A palavra não é “solução”, mas “esperança”. Um tratamento parecido já teve resultado em um hospital em Londres, ano passado. Também só foi testado depois de esgotadas as outras possibilidades.

A bebê de um ano tinha leucemia. Mal ganhou a vida e já enfrentava a morte. Até o câncer regredir graças à técnica experimental britânica.

Uma cientista cobra testes envolvendo mais pacientes desses tratamentos. Os métodos também deveriam ser analisados em tumores considerados mais sólidos, como câncer de mama, por exemplo.

A comunidade científica mantém os dois pés atrás. É preciso muito mais estudos pra que a última alternativa vire a primeira.

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Fonte: Jornal Nacional

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