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HCan participa de Programa social que vai amparar vítimas de violência doméstica

15/10/2014 23:10

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FABYOLA COUTINHO

Assessoria/Setas-MT

 

“Setenta e cinco por cento das mulheres atendidas por nós são vítimas de facadas, garrafadas ou algum tipo de corte, outros vinte por cento são feridas por chutes, socos e cabeçadas”, destacou a presidente da The Brigde Global, Leonor Sá Machado, durante a assinatura do Termo de Cooperação com o Governo do Estado para implementação do Programa de Cirurgia Plástica Reparadora para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica Familiar.

 

 

A iniciativa ajudará no resgate da dignidade destas mulheres. “A violência deixa marcas que machucam profundamente a mulher e toda sua família. Foi por isso que agilizamos o trâmite para colocar este o projeto em andamento em Mato Grosso o mais rápido possível”, disse o secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social, Jean Estevan Campos Oliveira.

 

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional Mato Grosso, Wagner Targa Ripari, o programa propiciará um atendimento irrestrito a estas mulheres. “Nós, cirurgiões plásticos, em conjunto com os demais atores do programa trabalharemos para formação de canais sólidos de atendimento às vítimas de violência doméstica”, completou o médico.

 

A solenidade contou com a presença de vários representantes das instituições de defesa da mulher, entre elas a juíza-titular da Primeira Vara de Violência Doméstica Familiar da Capital do Estado, Ana Cristina Silva Mendes; a diretora da Secretaria de Gêneros da Associação de Magistrados Brasileiros, juíza Amini Haddad Campos; e a superintedente de Políticas Públicas para Mulheres da Setas-MT, Ana Emília Sotero.

 

O PROGRAMA 

 

A porta de entrada para participação no programa é um número de telefone disponibilizado gratuitamente para qualquer pessoa (0800 7714040). As atendentes da ligação são psicólogas, especializadas no atendimento destas ocorrências, que farão perguntas sobre a natureza da sequela física e demais dados cadastrais da mulher. 

 

A ficha é então encaminhada para os médicos e, após a avaliação clínica, é detectado a gravidade da lesão e os possíveis procedimentos para o caso. Todo o processo desde a solicitação da cirurgia até o resultado final é monitorado. Assim, é possível avaliar os resultados físicos e emocionais de cada paciente.

 

A cirurgia é feita preferencialmente em hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS). Em Mato Grosso, Estado pioneiro no estabelecimento da parceria com a The Brigde para operacionalização do programa, as cirurgias serão realizadas no Hospital Universitário Júlio Müller e Hospital de Câncer de Mato Grosso.

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