Em Mato Grosso, ação do HCanMT reuniu especialistas, residentes e estudantes de Medicina
Culture Comunicação | Assessoria HCanMT
Um reflexo branco na pupila, percebido principalmente em fotografias com flash, pode ser o primeiro alerta de uma doença rara e agressiva. Para ampliar o conhecimento das famílias sobre esses sinais, o Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT) realizou, por mais um aEno, uma ação da campanha nacional “De Olho nos Olhinhos”, em parceria com o Pantanal Shopping, em Cuiabá.
Durante a programação realizada no sábado (26), especialistas do hospital, médicos residentes e estudantes de medicina orientaram pais e responsáveis sobre o retinoblastoma, principal câncer intraocular da infância. A equipe também esclareceu dúvidas sobre o Teste do Olhinho e outros sinais que exigem avaliação médica, como estrabismo, vermelhidão persistente, alterações nos movimentos dos olhos e dificuldade para enxergar.
Responsável pela ação, a pediatra e onco-hematologista do HCanMT, doutora Aillyn Bianchi, destacou que o diagnóstico precoce influencia diretamente as possibilidades de cura e de preservação da visão. Em Mato Grosso, o tratamento específico da doença não é realizado, mas o hospital atua na investigação e no encaminhamento dos pacientes para outros estados.
“O HCanMT tem um papel importante por ser um serviço terciário, capaz de concluir o diagnóstico e direcionar a criança, o mais rápido possível, para um centro de referência onde o tratamento será realizado. Como esse atendimento ainda não está disponível no Estado, reconhecer os sinais e agilizar o encaminhamento pode fazer toda a diferença”, explicou Dra. Aillyn.
Quando identificado em estágio inicial e tratado adequadamente, o retinoblastoma apresenta altas chances de cura. A detecção precoce também pode reduzir sequelas e ampliar as possibilidades de preservação do olho e da visão da criança.
Campanha nacional
A mobilização integra uma campanha nacional criada pelos jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin após o diagnóstico da filha Lua, ainda bebê. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e contribuir para que as alterações nos olhos das crianças sejam identificadas o mais cedo possível.
Dados atualizados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam 7.560 novos casos de câncer por ano entre crianças e adolescentes de até 19 anos no Brasil, no triênio 2026–2028. Embora raro, o retinoblastoma representa entre 2% e 4% dos tumores malignos pediátricos e atinge principalmente crianças com menos de cinco anos.



