A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu 16 novos remédios para o tratamento de câncer na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais para Adultos (EML) e Crianças (eMLC). A sugestão veio de um grupo de 90 médicos de todo o mundo, incluindo brasileiros, que fez um estudo sobre os fármacos. Agora, são 46 os medicamentos considerados essenciais para o tratamento oncológico que devem ser distribuídos nos sistemas públicos de saúde de todo o mundo.
Entre os medicamentos sugeridos pela força-tarefa que já foram incorporados ao SUS estão o anticorpo monoclonal trastuzumabe e o inibidor de tirosina quinase imatinibe, para a leucemia mieloide crônica e o tumor gastrointestinal (GIST), muito eficazes contra o câncer de mama HER2 positivo.
Segundo o médico brasileiro Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas do Brasil e integrante do grupo, os medicamentos recomendados têm grande impacto na sobrevida e também para melhorar a qualidade de vida do paciente. Alguns desses medicamentos já eram vendidos como genéricos e outros eram de alto custo.
Uma das novidades deste ano é a inclusão de indicações explicando para que os remédios são considerados importantes. Um exemplo disso são os medicamentos para os pacientes com doença avançada. Algumas das dorgas recomendadas já estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), mas algumas são restritas para tratamentos específicos.
Foi determinado que, no máximo, a cada dois anos a lista deve ser atualizada. A última revisão havia sido há mais de 10 anos.
Fonte: site Inca






