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Lançamento do Outubro Rosa no Hospital de Câncer reúne colaboradores, pacientes e acompanhantes

21/10/2013 11:10

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Conscientizar sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama e colo de útero foi o principal objetivo do encontro realizado na manhã de hoje (01/10), no auditório do Hospital de Câncer, em Cuiabá. O evento marcou o início da campanha que busca apoiar o movimento internacional que alerta os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce destes tipos de câncer, intitulado Outubro Rosa. As ações continuarão durante todo o mês de outubro, no HCan, para levar informações sobre a importância da detecção precoce e o incentivo para que as mulheres conheçam suas mamas, façam exames preventivos e possam ficar atentas para alterações suspeitas.

O evento contou com a participação da psicóloga Ana Cristina Vale, que falou sobre a importância dos seios na vida das mulheres e como é difícil manter a autoestima alta após um diagnóstico de câncer de mama ou até mesmo uma mastectomia. “É muito difícil encarar uma situação como esta, pois sabemos que o seio é um órgão que possui muitos símbolos na sociedade em que vivemos. As mulheres não devem se sentir menos femininas por isso, é muito importante que ela tenha um acompanhamento psicológico, quando necessário, e que tenha apoio total da família. Sempre aconselho minhas pacientes a enfrentar a doença de cabeça erguida, só assim será possível superá-la”, ressalta Ana Cristina Vale.

 

Após o bate papo, a professora de dança do ventre Pati Mahala explicou a importância da dança para a recuperação da autoestima e do sentimento de sensualidade na mulher. “Sempre fui apaixonada pela dança do ventre, porém fui diagnosticada com psoríase – uma doença inflamatória da pele – e em um determinado momento perdi toda a vontade de reagir e me recuperar. Os médicos me alertavam sobre a piora do meu estado de saúde, mas eu não conseguia. Até que um dia me deu um estalo e eu percebi que a dança sempre esteve em meu coração e que eu voltaria a dar aulas. No mesmo dia liguei para minhas alunas e informei sobre o meu retorno. Menos de seis meses depois todas as feridas tinham sumido da minha pele e eu voltei a ser uma pessoa confiante e feliz”, lembra a dançarina Pati Mahaila.

Números

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer da mama é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Em 2013, esperam-se, para o Brasil, 52.680 casos novos da doença, com risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Em quatro das cinco regiões brasileiras, é o tipo mais comum entre as mulheres, sem considerar os tumores da pele não melanoma: Sudeste (69/100 mil), Sul (65/100 mil), Centro-Oeste (48/100 mil) e Nordeste (32/100 mil). Na Região Norte, é o segundo tumor mais incidente (19/100 mil).

 

O câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos.

 

Detecção precoce

Mulheres entre 40 e 49 anos devem fazer anualmente o exame clínico das mamas, com profissional de saúde capacitado (médico ou enfermeiro) nas Unidades Básicas de Saúde. Caso seja identificada alguma alteração suspeita, o profissional pedirá uma mamografia para confirmação diagnóstica. Já entre os 50 e os 69 anos é recomendada a realização de mamografias de rastreamento, a cada dois anos. Mulheres com risco aumentado de desenvolver câncer de mama (as que têm mãe ou irmã com câncer de mama antes dos 50 anos; história familiar de câncer de mama bilateral, câncer de ovário ou câncer de mama masculino) devem iniciar o acompanhamento aos 35 anos.

Já o câncer do colo do útero, também chamado de cervical, demora muitos anos para se desenvolver. As alterações das células que podem desencadear o câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), por isso é importante a sua realização periódica. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e relacionados a tumores malignos.

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